terça-feira, 6 de outubro de 2009

Provocações filosóficas propostas

Ao final do seminário, o professor Frederico propos duas questões filosóficas; duas provocações filosóficas (segundo ele) para que pudessemos responder e caso quiséssemos, inserí-las ao nosso portifólio. São elas:


1.
É desejável e sustentável colocar a natureza acima do homem, dispensando a existência e os valores humanos?

2. É sustentável criticar e rejeitar a razão com argumentos filosóficos ou mesmo poéticos?

Se me permite o professor Frederico, gostaria de responder às questões por ele propostas com uma única resposta, fazendo uso do estilo filosófico e literário do próprio Alberto Caeiro. Apesar de usar rimas, falo sobre uma questão explorada no seminário por meio de alguns versos que se seguem:

In-existência

O homem busca o saber
Que em si mesmo não pode encontrar
Busca a qualquer custo entender
O que é, de onde vem, para onde vai.

Que ser ignóbil é o homem
Que se diz tão racional
Nem mesmo sabe do amanhã
Se vivo ou morto estará

Use oh homem!
Sua racionalidade imanente
E encontre no ontem o verdadeiro motivo
Pelo qual hoje vivem as gentes

Ser racional e fútil
Social por obrigação
Mas não passa de um ser inútil
Se diz sábio, mas, não tem razão

Levante-se, erga-se
Mostre a que realmente veio
Encontre-se sem que antes
Se alimente do que vem do seio

O homem cria, mas, se esquece
Que um dia também foi criado
Ele nasce e envelhece
E de maneira tardia
Lembra-se que, de repente
Morre...

Natural ou racional
Liga-se o micro ao macro cosmos
E dessa luta existencial
Ficam apenas os ossos.

(Poeta Emergente)

Seminário de Filosofia e Literatura


Em nosso último sábado letivo, 26/09/2009, tivemos um seminário sobre Alberto Caeiro, um dos heteronômios de Fernando Pessoa, poeta modernista português. As obras de Pessoa são bastante interessantes por sua criatividade, principalmente pelo fato de ter ele três heterônimos e cada um deles escrever de uma maneira diferente, além de usar seu próprio nome para assinar seus livros. Os heterônimos de Pessoa são: Alvaro de Campos, engenheiro portugues com educação inglesa; Ricardo Reis, médico e escritor; e Alberto Caeiro, de formação educacional bastante simples, mas, grande escritor. Seus poemas sempre foram muito simples e diretos e mostravam a busca fundamental do autor que era a completa naturalidade. Contradizia-se quando negava a racionalidade, mas, fazia uso da mesma para contextar aquilo com o que não concordava. Dizia que a natureza poderia viver perfeitamente sem o homem e que o mesmo era, tão somente, um "acidente de percurso". Em resumo, Caeiro era um naturalista. Sua poesia era da natureza, dos sentidos, das sensações puras e simples. Ele mesmo escreveu:


"Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é.
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem porque ama, nem o que é amar..."
(II - O Meu Olhar - Alberto Caeiro)


Ele insistia em dizer que não filosofava, mas, grande parte do que fazia ou dizia, o era por meio da filosofia. Enfim, em minha opinião, Alberto Caeiro contestava o incontextavel e negava o inegável. Somos todos um pouco humanistas e também naturalistas; racionalistas e também, um tanto irracionais, por que não? Somos sim, seres inseridos em um mundo do qual somos parte e, impossível seria separar natureza e homem. Talvez, nem tanto pela natureza que, certamente passaria muito bem sem o homem - e neste ponto eu concordo com Caeiro - mas, muito provavelmente o homem não suportaria tal separação.

Analise de obras literárias: “Amor a última vista: a uma passante, de Charles Baudelaire” e “Diferentes perspectivas culturais de um Flaneur”.

No sábado, dia 19 de setembro, tivemos a oportunidade de analisar textos e poemas de Edgar Alan Poe, Baudelaire, Ana Cristina Cezar e Carlito Azevedo.

Os integrantes da mesa falaram sobre o “flaneur” sob óticas diversas, sendo os componentes de tal debate, além dos alunos, professores de literatura, filosofia e psicologia.

O poema "A uma passante", foi interpretado de uma maneira diferente pelo professor Luiz. Ele falou da visão do “flaneur” enquanto presenciava a grande metrópole, Paris, se transformar quando do advento do industrialismo. Baudelaire, talvez com ares de tristeza e melancolia, escreveu o poema “A uma passante” mencionando, de maneira metafórica, uma mulher que passa suntuosa, de pernas esculpidas, belíssima. Não seria essa mulher a própria Paris? Que passa aos olhos do observador enquanto transforma-se completamente por causa da chegada das máquinas e indústrias? Poderíamos sim, interpretá-lo desta forma.

Foi mencionada também a questão do amor platônico. O amor que fez com que o eu lírico se apaixonasse, em especial, por saber que jamais veria sua amada novamente. Talvez por causa de uma morte iminente. Tanto que ele diz que a encontraria em outra vida. Provavelmente estivesse ele falando acerca de uma saudade de um tempo que não mais poderia ser vivenciado por ele em Paris, a não ser de maneira sobrenatural.

Mas, acrescento que, em se tratando de “flaneur”, e agora sim, vou conceituar essa figura, seria impossível deixar de falar de nosso saudoso Paulo Barreto, também conhecido como João do Rio. Um jornalista que preferiu deixar a mesa de um escritório para andar, “flanar” pelas ruas à procura de fatos sociais que posteriormente, tornariam-se crônicas para serrem publicadas no jornal em que trabalhava e, mais tarde, um belíssimo livro chamado A alma encantadora das ruas. O que então seria o “flaneur”? Essa figura curiosa e investigadora?

Poderíamos qualificá-lo como um “vagabundo intelectual” ou, simplesmente, um observador. Aquele que investiga, olha, acompanha com seus olhares ao que passa, vive, trabalha enfim, é um curioso.

João do Rio em suas crônicas narrativas denunciava um Rio de Janeiro “real” enxotado dos centros urbanos para as periferias, em contraponto ao Rio de Janeiro “oficial” empurrado garganta abaixo da população. A cultura e os costumes dos cariocas eram empurrados pela cópia grosseira de uma Paris que influenciava hábitos, vestimentas e até na arquitetura da época. João do Rio mostrava o descontentamento de grande parte da população na transição da monarquia para a república em nosso país. Do mesmo modo, Baudelaire demonstra seu próprio descontentamento com a transformação drástica de Paris ante seus olhos. Enfim, as obras de ambos os autores dariam várias e várias páginas de ótima discussão, mas, devido ao espaço e ao tempo, encerramos aqui nossa explanação sobre o assunto, deixando aí, uma “lacuna” para que nossos leitores possam comentar mais sobre João do Rio, Baudelaire e, certamente, sobre o “flaneur”.
Abaixo encontram-se dois vídeos. Um é o poema "A uma passante" de Charles Baudelaire. O outro, fala sobre João do Rio e a Alma encantadora das ruas, para que, quem não teve a oportunidade de ler esse livro, possa conhecer um pouco sobre o que falamos.


"A une passante - Charles Baudelaire"

"João do Rio - A alma encantadora das ruas"

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

1ª Mostra de Cinema Comentado - "Ver com olhos livres"



ASSUNTO: COMENTÁRIOS SOBRE O FILME - QUANTO VALE, OU É POR QUILO?
Dirigido por SÉRGIO BIANCH

Sábado, dia 12 setembro de 2009, tivemos a oportunidade fazer parte da 1ª mostra de cinema comentado da faculdade Pitágoras, campus Rio de Janeiro e, o filme por nós escolhido foi “quanto vale ou é por quilo?”.

O filme é uma livre adaptação do conto de Machado de Assis, Pai Contra Mãe e é composto de flashes fazendo um paralelo, entre a sociedade escravista e a sociedade contemporânea.

No debate, foi aberta uma discussão a respeito de Machado de Assis, algumas de suas obras nas quais podemos notar uma tendência a fazer referências a situações muito semelhantes às de hoje, e o filme assistido. Por uma das professoras até foi citada uma frase que diz: “Não sabemos se Machado de Assis era um visionário, se nossa sociedade não mudou nada até hoje, ou as duas coisas”. Pudemos notar as diversas intertextualidades existentes entre o filme e algumas obras de Machado. A coisificação do ser humano, por exemplo, é um fator presente no conto Pai Contra Mãe o que no filme dirigido por Sérgio Bianchi, foi a questão mais explorada.
Na sociedade escravocrata, pessoas eram vendidas, compradas ou alugadas como bens semoventes. Mesmo entre pessoas supostamente amigas havia a muralha da indiferença e discriminação por causa da cor de pele e dos lucros do comércio de seres humanos. Escravos alforriados, ironicamente, tornavam-se senhores de escravos em nome de um status social. Digo ironicamente porque, uma vez que uma pessoa viveu os horrores da escravidão, do tronco, da senzala, como pode fazer outras pessoas seus escravos? Como pode uma pessoa que, literalmente, sentiu na pele a dor da chibata, submeter outras pessoas à mesma situação. Como no livro “Memórias póstumas de Brás Cubas”, onde o autor narra o fato de um ex-escravo de seu pai, de nome Prudêncio, estar espancando outro homem negro o qual era seu escravo. Pudemos notar um diálogo entre o filme e a obra de Machado de Assis, quando mostra uma escrava livre que luta por reaver um de seus escravos que havia sido roubado por um senhor branco. Pudemos também inferir que há diálogo do filme com o conto Pai Contra Mãe entre as partes em que um Capitão do Mato captura uma escrava fugida (Arminda), que se encontra grávida, leva-a ao seu dono e, sem se importar com o fato da escrava estar abortando a criança, recebe sua recompensa. No filme, um matador de aluguel, Candinho, é contratado para matar Arminda que descobre que os computadores doados ao projeto ao qual está empenhada foram superfaturados. Em ambos os casos, tudo acontece por causa do desespero em que se encontrava o capitão do mato e o matador de aluguel para conseguir dinheiro para sustentar sua família. É triste também comprovar que no filme há uma verdadeira crítica à sociedade atual. Em comparação com a sociedade do século XVIII, temos apenas uma diferença de forma de se lucrar. No passado, lucrava-se com a desgraça alheia. Lucrava-se com a venda, compra e aluguel de pessoas como se fossem coisas. No presente, existe o lucro, da mesma forma, sobre as desventuras do semelhante que, excluído socialmente, acaba “caindo nas garras” de pessoas ávidas por dinheiro e status. Pessoas que fazem marketing pessoal, com base na exploração do ser humano, com uma falsa solidariedade. ONG’s que existem, tão somente, para promover, através da miséria das pessoas, o lucro de empresas e organizações. Ações sociais que mais parecem existir para cegar as pessoas e convencê-las de que devem sempre viver daquela forma. E assim, empresas e pessoas tornam-se cada vez mais ricas, enquanto que os excluídos sociais permanecem na mesma vida de desventuras.

Com tudo o que pudemos inferir a respeito do filme e de algumas obras de Machado de Assis, em especial, Pai Contra Mãe, tivemos um maravilhoso debate, apesar de muito curto, com a presença de pessoas preparadíssimas para nos conceder outra visão com relação ao filme. Infelizmente muitos não deram a devida atenção e importância ao evento, mas, os que foram, tiveram a grande oportunidade de conhecer uma obra maravilhosa e tirar dela a sua essência e aguçar ainda mais seu senso crítico através do debate.

Visita guiada à Casa Fiat de Cultura - Marc Chagall

Logo na entrada da exposição de Chagall havia uma placa com um texto que fala um pouco sobre o ano da França no Brasil, o qual me limito a transcrever abaixo:

“’Minha arte tinha suas raízes fincadas no solo de Vitebsk, mas, sendo árvore, ela precisava de Paris como da água, sem a qual iria secar e morrer.’ Essas palavras, ditas por Chagall na célebre entrevista concedida a James J. Sweeney e publicada em 1949 na Partisan Review, são úteis para se poder fruir plenamente esta bela exposição que abrigamos na Casa Fiat de Cultura.
A frança de Chagall é a França que se celebra em 2009, ano a ela dedicado no Brasil: o país que acolhe, absorve e acalenta.
Nesta casa ítalo-brasileira, queremos ser assim: universais no acolhimento às várias expressões da cultura, na absorção da diversidade como único fundamento aceitável da unidade do humano, no acalentar sonhos como integrantes necessários do real.”

Podemos observar a intertextualidade em Chagall, dentre tantas outras situações, com contos como o da "Raposa e as uvas" de La Fontaine, como na gravura abaixo:


Já na pintura abaixo, podemos verificar a intertextualidade existente entre a mesma e um texto bíblico no qual Sansão destroi as colunas da casa dos filisteus.


"Marc Chagall foi um dos pioneiros da modernidade e um dos artistas mais notáveis de seu tempo, tendo participado das grandes transformações que ocorreram nas artes plásticas no início do século 20.

Apesar de seu intenso convívio com as vanguardas, sua expressão seguiu um caminho próprio, independente.

Ele nasceu em 6 de junho de 1887, em um bairro de judeus pobres em Vitebsk, na Bielo-Rússia, que, naquele tempo, pertencia ao império russo. O período era hostil para os judeus, vítimas constantes do chamado pogrom, palavra que, em russo, significa ataque violento a pessoas, com a destruição de suas casas, negócios e centros religiosos. Foi nesse ambiente que Chagall cresceu e se iniciou como artista. Tratava-se, porém, de uma época de grandes transformações, e, sob esse ângulo, ele teve o privilégio de participar de um ambiente “revolucionário” e de destacar-se como uma das identidades mais expressivas de sua geração.

A cultura judaica representou o âmago de sua pintura. Sua família pertencia ao grupo religioso chamado hassidim, no qual a relação com Deus se dá por meio de intensa alegria, à procura do êxtase. Esse sentimento impregnou toda a sua obra. Mesmo vivendo a maior parte da vida na França, Chagall carregou sempre consigo a memória de sua aldeia, do bairro de judeus pobres de Vitebsk.

Ele admirava os ícones e a arte popular russa. Recebeu influência de Cézanne, principalmente na construção do espaço, e adotou os ensinamentos cromáticos de Matisse e Bonnard. Nota-se ainda, em sua obra, o interesse pelo cubismo analítico de Picasso. Entretanto, Chagall é Chagall, inconfundível, criador de uma poética sensual, de grande força lírica.

Colorista notável, dedicou-se à pintura e à gravura com o mesmo afinco. Realizou vitrais, mosaicos, cerâmicas e esculturas. Foi um artista completo, autor de obra extensa.

Marc Chagall faleceu na tarde de 28 de março de 1985, depois de ter passado a manhã trabalhando em seu ateliê. Morreu suavemente, aos 97 anos, em Saint-Paul-de-Vence, no sul da França.

Fabio Magalhães
Curador da exposição"

Fonte: arquiteteseusonho.blogspot.com, "www.casafiatdecultura.com.br", e "

Visita guiada à Casa Fiat de Cultura - Auguste Rodin












No dia 05 de setembro de 2009 tivemos uma visita guiada à Casa Fiat de Cultura para conhecermos as obras de Marc Chagall e Auguste Rodin. Exposições essas intituladas "O mundo mágido de Marc Chagall o sonho mágico e a vida" e "Rodin do ateliê ao museu fotografias e esculturas". Não pudemos tirar muitas fotos, mas, as fotos acima foram tiradas no dia, assim que chegamos. Essa escultura com "três homens" é de Rodin. Havia um texto atrás da obra, numa placa, o qual nós transcrevemos aqui.

Segue o texto:

"Em 1.880, rodin recebeu uma encomenda oficial para fazer a porta de um futuro museu de artes decorativas. Provavelmente por sugestão do próprio artista, o tema escolhido foi Divina Comédia, de Dante. Fascinado pelo aspecto tenebroso do poema, Rodin se concentrou no "Inferno", deixando de lado o "Purgatório" e o "Paraíso". Obra de uma vida inteira, La Porte [A Porta] constitui a matriz a partir da qual emerge todo o universo rodiniano: assemblages, reduções, ampliações e repetições de figuras. Esse trio que encima La Porte de I'enfer [A Porta do inferno] foi realizado a partir da reprodução de uma mesma personagem, uma variação de Adam [Adão], que, juntamente com Éve [Éva], emoldura a La Porte. Originalmente, as três figuras carregavam uma bandeirola com a frase de Dante: "Lasciate ogni speranza voi ch'entrate" ["Deixai toda esperança, vos que entrais"], que Rodin decidiu retirar, juntamente com as mãos. É evidente, aqui, a influ~encia exercida sobre ele pelas obras de Michelangelo, que Rodin teve a oportunidade de apreciar durante sua passagem pela itália, em 1.876."

sábado, 3 de outubro de 2009

PROPOSTA INTEGRADA DE CRIAÇÃO DO CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISA

Apresentação

Tema: Literatura

Campo teórico e prático:
Especialização em vida e obra de autores modernistas, parnasianos, romantistas, dentre tantos outros. Poderíamos, por exemplo, nos reunirmos para entender o fato de Suassuna ter recorrido a uma idéia de Machado de Assis sobre o Brasil real e o Brasil oficial. Poderíamos pesquisar ainda o fato de, no parnasianismo, os poetas escreverem com base em objetos inertes e entender o contexto histórico-social da época. Tudo com o auxílio de professores da área. Acredito que muitas informações poderíamos conseguir na internet, mas, muitas de procedência duvidosa. As informações absorvidas através do meio acadêmico são muito mais confiáveis que aquelas encontradas no meio eletrônico.

Horário de encontro:
Poderíamos nos reunir, pelo menos, uma vez por mês, de maneira que haja tempo para lermos e pesquisarmos a respeito do assunto a ser discutido e não chegarmos ao encontro sem o mínimo de conhecimento prévio.

Justificativa:
É fato o grande desejo de muitos estudantes em conhecer melhor a vida e a obra de muitos dos escritores brasileiros. Por isso, gostaria de sugerir a criação de grupos de estudo ou de salas temáticas de literatura, para pessoas interessadas na vida e obra de algum escritor possam compartilhar experiências, dirigidos por um professor. É muito comum as pessoas conhecerem, por exemplo, de Carlos Drummond Andrade, mas nunca ter nem ouvido falar de Cruz e Souza, um grande poeta e precursor do simbolismo no Brasil. Existem obras maravilhosas que não chegam ao conhecimento da maioria das pessoas, muitas vezes apenas por falta de um lugar onde possam tomar conhecimento das mesmas. Nosso Centro de Pesquisas é o lugar onde encontrar tudo isso.

Objetivos específicos:
Uma das formas para se entender melhor as obras literárias é conhecer o contexto histórico-social vivido pelo autor. Muitos poemas ou romances foram escritos com grande influência da época vivida pelo autor. Tomemos o exemplo do livro São Bernardo de Graciliano Ramos. O autor faz menção a uma revolução e fala dos prejuízos que a mesma causou nos negócios. Mas não pormenoriza a que se refere essa revolução. Penso que conhecimentos desse tipo são de extrema relevância ao leitor que deseja transcender aquilo que as letras simplesmente dizem através do livro.